"...Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel..."
Hebreus 10:23


Conversando outro dia com uma senhorinha que trabalha aqui comigo, falando sobre as maravilhas de Deus, descobri que ela frequentava uma igreja evangélica bastante tradicional no país, frequentava, segundo ela. Nesta conversa, pude notar que não havia nela um "brilho", uma emoção viva ao valar de sua igreja ou mesmo do SENHOR.

Sim, quanto ao Mestre ela se mostrou bastante recerente, mas não havia brilho, uma frase, um gesto ou olhar que expressasse alegria em nossa conversa. Assim, decidi não estender a conversa mais.

Hoje, surgiu uma nova oportunidade, pois em meu horário de almoço eu estava ouvindo uma pregação quando esta mesma senhora apareceu e me perguntou sobre o pregador, com muito cuidado e carinho respondi suas perguntas e, como ela, continuou interessada eu perguntei sobre a igreja que ela, disse que frequentava.

Eu perguntei se ela estava animada em sua caminhada com Jesus, ela, reverente, disse estar bem com Deus, mas que não "visitava" mais a igreja por ter se decepcionado com alguns irmãos. Estas coisas são delicadas, eu imediatamente pensei que não saberia o que dizer, mas o SENHOR veio misericordiosamente naquela sala e abençoou a ela e a mim também.

Veio em minha mente uma frase quando ela disse que não abandonou a Deus, mas a igreja. Eu disse: Aquele que abandona a igreja, abandona a Deus. Aquele que abandona a Noiva, não pode aguardar o Noivo. E chamei-a para lermos uma passagem, Hebreus 10, do versículo vinte e três ao vinte e cinco que pode-se ler abaixo.

"...Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima..."

Lia lentamente cada palavra e ao mesmo tempo, explicava para a senhorinha o que eu, naquele mesmo instante estava recebendo, sem cortes, sem edições.

Pudemos então entender que estas palavras nos encorajavam não apenas a guardar a confissão de fé que fizemos, mas nos revelavam que, embora magoados por irmãos, líderes ou amigos, Aquele que nos prometeu a salvação, motivo de nossa esperança, Jesus jamais falharia. Eis a razão pela qual muitos deixam de congregar, por esquecer de guardar a palavra de confiança que um dia expressamos Nele.

Com esta exortação em mente, entendemos naquele momento que não havia mais razão para que continuasse pelos cantos, magoada, de costar para a igreja do SENHOR. Pelo contrário, sarada e firme nas promossas do Salvador, servir de agente estimulante de amor na congregação como uma arma letal para que dores como estas não ocorram mais, em amor e com boas obras, frutos desta fé certeira.

Por fim, já mais animados, ela pode enteder que naquele tempo em que foi escrito a carta aos Hebreus, já existiam os mesmos problemas de relacionamento de hoje, e muitos também optavam por esta mesma "solução", de buscar a Deus em casa, não precisar da igreja, do Corpo (I Coríntios 12:27), mas o autor da carta aos Hebreus, desde aqueles dias apontava esta decisão como enganosa e nociva para a alma (Hebreus 10:37 a 39). Entendemos que, quanto mais o Dia do SENHOR se aproxima, nosso amor pelos irmãos deve nos tirar da inércia, da inatividade, devemos, é necessário, é imperativo e vital que façamos admoestações (conselhos, reprovações) em amor, para que nossos irmãos não seja arrebatados, enganados diante de nossos olhos.

Houve um sinal de reflezão por parte desta senhorinha durante toda a leitura, e eu sei que o SENHOR estava lá, nos conduzindo pela leitura mediante seu doce e amável Espírito Santo. Ao SENHOR toda glória, honra, majestade e louvor sempre. Amém.