"...Não proibais; pois quem não é contra vós outros é por vós..."
Lucas 9:50
Os discipulos em uma de suas caminhadas, discutiam e aparentemente tinham como grande ocupação e preocupação o determinar qual deles seria o maior. Certamente, diante de tantos milagres e sinais de poder, alguns dos discipulos começaram acreditar que seriam maiores, talvêz mais importantes no Reino, que alguns teriam posição de destaque e isso inflamou a discução nos demais.

Jesus , sabendo o que lhes passava no coração (Lucas 9:47), pergunta : Sobre que assunto debatiam pelo caminho? (Marcos 9:33). A bíblia revela que eles, a princípio não responderam nada ao SENHOR. No fundo eles sabiam aquela discussão não era realmente importante e Jesus os repreenderia.

Jesus assentou-se, trazendo uma criança, começa então a ensinar-lhes que, se alguém quer ser o primeiro, deverá ser o último e servo de todos (Marcos 9:35) e continua a dizer-lhes, com a criança em seus braços que aquele que receber uma criança como aquela em Seu nome, é como se recebesse a Ele próprio, e aquele que O recebe, recebe Aquele que O enviou. O Mestre conclui afirmando aos discípulos: porque aquele que entre vocês, for o menor de todos, esse é o maior (Lucas 9:48).

Neste momento, João, por alguma razão muda o foco da conversa e diz: Mestre, vimos um homem que, em Teu nome, expelia demônios e lho proibimos, porque não segue conosco (Marcos 9:38). Então Jesus responde: Não proibais; pois quem não é contra vocês é por vocês (Lucas 9:50).

A bíblia não relata diversas outras experiências realizadas pelo Mestre diante dos discípulos (João 20:30), curas mais incríveis que a do cego de Jericó (Marcos 10:46 a 52), coisas mais assustadoras que andar sobre as águas (Mateus 14:25 e 26) e tantas outras experiências que davam aos discípulos uma nova dimensão do que eles estavam vivendo.

Imagine a cena, os discípulos haviam saído e presenciado diversos milagres, manifestações e fatos sobrenaturais, diante destas experiências, começaram a debater sobre qual deles seria o maior, o mais importante no Reino que eles estavam, de certa forma, estabelecendo.

Conseguimos até ver o Pedrão falando mais alto, Tiago e João, que já acalentavam uma certa preocupação sobre as cadeiras cativas no Reino de Deus (Marcos 10:37) começam então a argumentar, e os demais entram na roda, mas o que eles não percebem é que, durante o caminho, o foco que deveria justamente ser o de estabelecer o Reino é alterado.



Sutilmente deixam de lado a verdadeira razão pela qual estavam andando pelo caminho, simplesmente esquecendo os que realmente precisavam de sua atenção, por exemplo, os endemoninhados. Enquanto isso, um certo homem, que graças ao SENHOR não seguia com eles, e que por esta razão, não debatia com eles, não perdia seu tempo com eles, este certo homem fazia o trabalho deles, sim, afinal quem não era contra eles era por eles, fazia por eles.


Em qual personagem nós nos encaixamos? Com aqueles que, dizendo sim ao Pai, não vai, ou com aqueles que, mesmo tendo dito não, arrependido vai e faz o que o Pai determinou que seja feito (Mateus 21:28 a 30)? Com aqueles que reunem-se para filosofar e debater inutilmente sobre a lei (Tito 3:09) ou com aqueles que, mesmo sem nome, vão?


Somos aqueles que, tendo recebido um chamado, preocupa-se em encontrar um belo nome para o ministério, uma logomarca marcante e diferente, uma bela capa de CD, ou aqueles que, de forma simples, simplesmente é o que foi chamado para ser? Acredito que não há nada de errado em oferecer o melho para o Reino, desde que este melhor esteja apontando para o Reino e não para o "melhor".
Qual deve ser então o foco de nossas ações? Encerrar a vida ainda com a carreira completa, tendo combatido o bom combate e guardado a fé (II Timóteo 4:07). Ou seja, que todas as coisas são dEle, por Ele e para Ele (Romanos 11:36) e sem Ele, nada podemos fazer (João 15:05).